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O Bom, o Mau e a Vilã

Sem censura, politicamente correcto ou interesses instalados

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12
Fev18

Viagem a Roma - Onde a Vida é ainda mais Bela (parte I)

A Vilã

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  Viajar é das coisas que mais gosto. Faz-me feliz. Gosto de fazer as malas, de planear a viagem (não demasiado), de aeroportos e partidas. Sendo o meu pai funcionário da TAP, tive a sorte de começar a viajar logo em criança e o gosto manteve-se até hoje. Tento fazer pelo menos uma viagem por ano, normalmente em Abril por altura do meu aniversário. 

  Roma, que já fazia parte da minha wishlist há muitos anos, foi o destino escolhido o ano passado. Foi uma viagem a dois e, se eu já gostava de Itália ainda antes de a conhecer pessoalmente, agora posso dizer que é um caso de amor para a vida. Aqui fica o diário da minha viagem de 4 dias e meio em Roma.

 

  A PREPARAÇÃO

   Para procurar os bilhetes de avião ao melhor preço utilizo sempre o skyscanner ou o jetcost, que permitem comparar os preços das várias companhias aéreas. Se a compra dos bilhetes for feita com antecedência (nunca é o meu caso), é possível encontrar preços bastante bons, principalmente para a Europa. No entanto, quando se utilizam estes sites é preciso ter em atenção que os preços podem aumentar entre as várias pesquisas, por isso o melhor é fazer a pesquisa num computador e depois fazer a compra noutro computador diferente.

  A minha opção foi pela Ryanair que permitiu tratar de tudo online, de forma rápida e eficiente. O check-in pode ser feito até 30 dias antes do vôo e por 4 euros podemos escolher os lugares. Depois de feito o check-in é-nos enviado o cartão de embarque que é preciso imprimir (caso contrário pode haver um pagamento até 45 euros) e onde constam as regras sobre a bagagem que podemos levar sem pagamento extra.

  Logo que fazemos o check-in, a Ryanair apresenta-nos uma proposta de transfer do aeroporto de Ciampino para Roma (Termini Train Station) pela companhia Looking4Transfers. A viagem é de mais ou menos 45 minutos, o preço do bilhete é 5 euros e só temos que o imprimir para mostrar ao condutor.

  O passo seguinte é a escolha do hotel e para isso utilizo o trivago, o momondo ou o booking.com. Para mim, os principais factores a ter em conta são o preço, a localização e os comentários dos utilizadores. No que diz respeito à localização, mais importante que ser central é estar perto de uma estação de metro. A oferta em Roma é imensa e os preços são elevados, mas consegui encontrar uma boa relação qualidade/preço num pequeno B&B, o Jazz Style que ficou 86 euros por noite com pequeno almoço incluído e apenas a 300 m da estação de metro San Giovanni.

 

      A CHEGADA A ROMA

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   A melhor opção para nos deslocarmos em Roma é o RomaPass, um passe que dá acesso aos vários transportes públicos (metro, autocarro, eléctrico), oferece entradas gratuitas em museus (excepto Vaticano), um mapa com a localização dos principais monumentos e ainda descontos em vários museus/monumentos. Assim, a primeira coisa a fazer ao chegar a Roma é adquirir este passe. O passe de 72 horas custa 38 euros e oferece 2 entradas gratuitas. Como fiquei 4 dias adquiri também um Bilhete Roma 24h (7 euros) que dá acesso aos transportes públicos durante esse período. Com isto fica resolvida a questão dos transportes e já podemos deslocar-nos com facilidade.

  Depois foi ir de metro até à estação de San Giovanni e fazer o check-in no hotel, onde fomos recebidos pelo Alessandro que nos mostrou as instalações e foi sempre muito simpático e prestável. O quarto era pequeno mas suficiente e com todas as comodidades necessárias. Tudo muito limpo e o pequeno almoço, apesar de não ser muito variado, estava disponível até às 11:00h. Uma excelente opção para uma pequena estadia em Roma!

   No tempo que restava deste dia, e como eu não podia esperar, aproveitámos para visitar a Fonte de Trevi, que é mesmo de tirar o fôlego. Bonita, grandiosa e melhor do que vemos em qualquer fotografia. É verdade que tem muita gente (não dá para fazer a cena do "La Dolce Vita") mas por momentos consegui esquecer isso e sentir que estava lá só eu. É um momento que fica para sempre. E sim, também atirei a minha moeda, na esperança de um dia voltar a Roma.

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   Ainda deu para passar pela Piazza Venezia e ver o Monumento a Vittorio Emanuele II, inaugurado em 1911 em homenagem ao 1º rei da Itália depois da unificação. É sem dúvida um edifício imponente mas muito criticado pelos italianos porque, para criar o espaço necessário para a sua construção foram destruídos vários edifícios de grande valor histórico . A entrada é gratuita mas o elevador para o terraço panorâmico tem o custo de 7 euros.

 

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 DIA 1 - GALLERIA BORGHESE, MUSEU LEONARDO DA VINCI, A ESCADA SANTA

 

  Para visitar a Galleria Borghese é imprescindível marcar por telefone, por isso foi o que fizemos logo que chegámos ao hotel (obrigado Alessandro). No caminho passámos pela Piazza del Poppolo, que era a entrada da cidade no tempo do império e que tem no centro o Obelisco Flamínio de origem egípcia dedicado a Ramsés II. Na praça localiza-se também a Igreja de Santa Maria del Popolo na qual se encontram expostas pinturas de Caravaggio.

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  Por acaso, encontrámos aqui o Museu Leonardo da Vinci que, por ser uma das minhas personagens históricas preferidas, não pude deixar de visitar. O bilhete é 10 euros mas com o RomaPass foi apenas 5. É um pequeno mas interessante museu, onde podemos interagir com réplicas das invenções de da Vinci e ver reproduções dos seus desenhos e quadros mais famosos. 

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      A galeria fica no interior da Villa Borghese, um dos maiores parques da Europa e pelo caminho podemos ver inúmeras fontes e esculturas de vários artistas de diferentes épocas

 

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   O bilhete para visitar a Galleria Borghese é 11 euros mas tendo o RomaPass a entrada é gratuita. O museu é por sí só uma obra de arte e os tectos são de uma beleza impressionante. Aqui podemos ver algumas das esculturas mais famosas de Bernini (Davi, Apolo e Dafne, O Rapto de Proserpina) e também pinturas de Caravaggio, Rubens e Raffaello.

 

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    Perto do hotel ficava a Basílica de San Giovanni in Laterano mas que não pudemos visitar por estar em obras.

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   Naquela zona encontrámos por acaso o santuário onde está a Escada Santa (San Salvatore della Scala Santa). O edifício é discreto mas chamou-nos a atenção por ter guardas armados na porta. Segundo a lenda, esta é a escada de 28 degraus que Jesus subiu para fazer o seu interrogatório com Pilatos, um local com uma grande carga religiosa, onde muitas pessoas pagam promessas. A escada só pode subir-se de joelhos mas ao lado existe uma outra para quem quer subir a pé.

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 DIA 2 - COLISEU, FÓRUM ROMANO, PALATINO

 

  O Coliseu é um símbolo de Roma e a verdade é que não desilude, pelo contrário é grandioso e tem uma energia muito especial. É um sítio que é preciso sentir, é preciso estar lá. Para mim foi como estar dentro da história. A entrada seriam 12 euros mas com o RomaPass foi gratuita e além disso não temos que ficar na fila, o que tendo em conta o número de visitantes é bastante relevante. Aconselho também o audioguide (3 euros) para acompanhar a visita.

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   A visita inclui o Fórum Romano que era a zona onde acontecia grande parte da vida pública e religiosa na antiga Roma e é uma mostra da grandeza do que foi o Império Romano. Aqui podemos ver, entre muitas outras coisas, o Arco de Tito e a Via Sacra.

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     O Monte Palatino é a mais central das sete colinas de Roma, considerado o berço da capital italiana e localiza-se a 40 metros de altura sobre o Fórum Romano, pelo que a vista é privilegiada. Aqui podemos ver inúmeras ruínas dos edifícios que pertenciam à alta sociedade romana e, segundo a mitologia situava-se aqui a caverna onde vivia a loba que tomou conta de Rómulo e Remo.

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    E porque ainda há muito para ver e este post já vai longo ficam para a 2ª parte, os próximos 2 dias da viagem a Roma.

 

 

 

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  • HD

  • A Vilã

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  • HD

    Muito engraçado e bem conseguido :-)

  • A Vilã

    É verdade, fica aquela sensação de que quem vê não...

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    É realmente das piores coisas que pode acontecer, ...

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