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O Bom, o Mau e a Vilã

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24
Mai18

"The Shack" - Apenas Má Propaganda Religiosa

A Vilã

The-Shack-square.jpg

 

    Aqui está um filme que preferia nunca ter visto. Nem é bem cinema, é mais uma longa metragem de má propaganda religiosa disfarçada de filme. Este era um dos muitos filmes que tinha em stand by na box e sobre o qual nada sabia.

   Pode dizer-se que fui levada ao engano por uma sinopse que parecia indicar um thriller sobre o rapto de uma criança, e uma cabana onde o pai da criança iria descobrir algo que iria mudar a sua vida. Além disso, também ajudaram ao engano os nomes de Sam Worthington (que gostei bastante na série da Netflix "Manhunt:Unabomber") e Octavia Spencer, que estava longe de pensar que fariam parte de algo tão mau.

   "The Shack" ("A Cabana") é um filme de 2017, baseado no livro homónimo de William Young e trata-se afinal, da história da reconciliação com Deus e com a vida, do pai cuja filha foi raptada e morta na dita cabana.

    Nos primeiros 15 minutos pareceu-me que o filme podia ter algum potencial, principalmente quando o pai da criança (Sam Worthington) recebe uma misteriosa carta para se dirigir à cabana para onde supostamente tinha sido levada a filha depois do rapto. Puro engano!!! A partir daí foram 2 horas inacreditavelmente más de propaganda religiosa básica e desprovida de qualquer lógica e interesse.

   Para minha grande surpresa, o que se passou na cabana foi um encontro com a Santíssima Trindade, numa espécie de paraíso na Terra. Isso mesmo, um encontro com Deus (Octavia Spencer), Jesus (um qualquer jovem indiano) e o Espírito Santo (uma qualquer jovem asiática). Durante algum tempo ainda pensei que não estava a perceber bem e que isto ía ser outra coisa qualquer mas não, era mesmo isto!

image.jpg

 

   A partir daqui entramos num registo de sermão religioso, em que todos os problemas ficam resolvidos se acreditarmos que Deus gosta de nós e está sempre conosco, independentemente de todo o mal que possa acontecer. As questões mais complexas são abordadas de uma forma tão simplista e infantil que chegam a ser ofensivas para a inteligência. Não tem a ver com a religião em si, tem a ver com o tipo de respostas que são apresentadas ao longo do filme e que nunca ultrapassam um nível dolorosamente básico.

  Afinal, é suficiente uma visão da filha feliz, a brincar com outras crianças num paraíso verdejante para que tudo fique bem. Para quê questionar, quando podemos acreditar...

  Para ser sincera, tive que dar uso ao fast forward porque não aguentei as 2 horas do sermão e (spoiler alert) cheguei ao fim, apenas para ver o senhor acordar do coma (sim, havia ainda mais esse clichê) reconciliado com Deus e com a vida e longe das perguntas difíceis que o atormentavam.

  Espero que este post possa evitar que outros passem por este tormento e que, ao contrário de mim, saibam ao que vão.

 

                      O BOM - os primeiros 15 minutos onde parece que vamos ver um thriller

                      O MAU - tudo o resto

                      VEREDITO - de fugir

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Comentários recentes

  • HD

  • A Vilã

    Também achei!

  • HD

    Muito engraçado e bem conseguido :-)

  • A Vilã

    É verdade, fica aquela sensação de que quem vê não...

  • Triptofano!

    É realmente das piores coisas que pode acontecer, ...

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