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O Bom, o Mau e a Vilã

Sem censura, politicamente correcto ou interesses instalados

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04
Jan18

"Black Mirror" - Espreitar o Futuro

A Vilã

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   Para começar o ano em grande, a Netflix ofereceu-nos de presente a 4ª temporada de "Black Mirror", uma série de ficção científica que abre uma janela e nos deixa espreitar um futuro que parece estar cada vez mais próximo.

   A série criada em 2011 pelo britânico Charlie Brooker e produzida pela Zeppotron, foi um produto exclusivamente britânico nas duas primeiras temporadas (2011 e 2013), tendo sido posteriormente adquirida pela Netflix, responsável pelas temporadas seguintes (2016 e 2017), já com vários actores americanos nos papéis principais.   

   Apesar da mudança, nada se perdeu em termos de criatividade e cada episódio desta nova temporada continua a oferecer-nos histórias num futuro que se sente como cada vez mais presente. Aliás, esta é a característica que mais gosto nesta série, o futuro é estranhamente familiar e plausível, como se aquilo que vemos possa realmente vir a acontecer num mundo cada vez mais tecnológico mas que mantém muito daquilo que conhecemos hoje.

   Cada episódio apresenta-nos uma nova história com novos temas e personagens, mantendo sempre o pano de fundo que caracteriza a série, um futuro que pode ser mais ou menos negro e distópico e em que somos confrontados com as consequências da utilização da tecnologia na evolução da sociedade e do ser humano.  

   São sempre muitas e complexas as questões que ficam no final de cada episódio e que insistem em ficar no nosso pensamento. Talvez por isso, "Black Mirror" seja uma referência ao efeito de um ecrã de TV ou computador que, quando desligado dá um reflexo escuro do espectador.

   O meu episódio preferido continua a ser "Nosedive" da 3ª temporada, que mostra uma sociedade que vive em função das redes sociais e onde o sucesso e a felicidade de cada um é decidido pelas avaliações dadas pelos outros (faz lembrar qualquer coisa, não?). Nesta temporada, os episódios "USS Callister" e "Hang the DJ" são os meus preferidos, sendo o primeiro uma sátira às séries clássicas de sci-fi, cheio de humor negro e que nos faz pensar até que ponto os clones virtuais são seres conscientes, e o segundo uma visão de como poderão ser as relações amorosas e a procura da alma gémea através de algoritmos de um sistema avançado de encontros virtuais.

   Agradeço à Netflix por ter começado o ano da melhor maneira e só posso esperar que seja apenas o início de um 2018 cheio de séries de tão boa qualidade.

 

   O BOM - a criatividade, a inovação, o humor negro, a capacidade de surpreender, as reminiscências do "The Twilight Zone", o pensar o futuro

   O MAU - serem poucos episódios

   VEREDICTO - excelente, imperdível

 

 

 

 

 

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Comentários recentes

  • HD

  • A Vilã

    Também achei!

  • HD

    Muito engraçado e bem conseguido :-)

  • A Vilã

    É verdade, fica aquela sensação de que quem vê não...

  • Triptofano!

    É realmente das piores coisas que pode acontecer, ...

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